Por que ir
O papel americano revela que a abordagem legal do julgamento foi debatida, mesmo entre seus organizadores. Jackson defendeu a acusação da liderança nazista por meio de um tribunal, enquanto as preocupações de Biddle sobre a culpa organizacional mostram por que a associação sozinha levantou questões difíceis sobre a responsabilidade individual.
A história completa
Robert H. Jackson liderou a delegação americana nas negociações 1945 que ajudaram a criar o Tribunal Militar Internacional. Ele então atuou como promotor-chefe americano em Nuremberg. Seu trabalho vinculou o design do tribunal ao caso apresentado no Palácio da Justiça: a acusação procurou estabelecer como os líderes nazistas planejaram a agressão e realizaram crimes. Francis Biddle, um ex-procurador-geral dos Estados Unidos, atuou como juiz americano. Ele questionou aspectos da acusação de líderes nazistas antes do julgamento e depois participou das decisões do tribunal. Uma questão difícil dizia respeito ao pedido da promotoria para declarar organizações nazistas criminosas. Os juízes tiveram que considerar o que tal declaração significaria para pessoas que haviam sido membros sem o mesmo conhecimento ou escolha que os líderes. Biddle pressionou por limites que levassem em conta a coerção e o conhecimento. Esta parte da história ajuda a explicar por que o papel americano não pode ser reduzido a um único discurso de abertura. Advogados e juízes estavam construindo uma resposta legal enquanto discutiam sobre seu alcance.
